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Preços do frango recuam na segunda quinzena de abril com demanda doméstica mais fraca

Exportações seguem firmes, mas consumo interno limita sustentação das cotações

10:51

Fonte: Pexels
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Após três semanas de alta, os preços da carne de frango passaram a registrar quedas leves na segunda quinzena de abril, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

A pressão vem do enfraquecimento típico da demanda neste período do mês, reduzindo o ritmo de negócios no mercado doméstico.

No mercado externo, o desempenho continua positivo. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que a média diária de embarques de carne de frango in natura, nos primeiros 12 dias úteis de abril, alcançou 22,6 mil toneladas.

O volume representa uma alta de 6,1% frente à média de março/26 e um avanço de 3% em relação a abril/25.

Apesar do bom ritmo das exportações e da expectativa de menor número de abates, o mercado interno segue pressionado pela demanda enfraquecida.

Segundo o Cepea, a oferta doméstica permanece relativamente ajustada, mas não suficiente para sustentar os preços diante do consumo mais retraído.

Para maio, parte dos agentes espera reajustes positivos, impulsionados pela entrada de renda na economia e consequente aumento do poder de compra da população.

Outros, porém, adotam postura mais cautelosa, considerando o histórico recente de altas, o repasse de custos ao consumidor final e a possibilidade de resistência da demanda.

 

Custo de produção volta a pressionar avicultores


O poder de compra dos produtores paulistas frente aos principais insumos, milho e farelo de soja, recuou na parcial de abril.

Mesmo com a queda nos preços dos insumos, a desvalorização mais intensa dos ovos deteriorou a relação de troca.

Segundo o Cepea, a combinação de oferta elevada e demanda retraída tem pressionado as cotações dos ovos no período.

Diante desse cenário, os agentes mantêm postura conservadora, realizando compras pontuais apenas para reposição de estoques ou diante de preços mais baixos.

Além disso, o mercado acompanha fatores como o avanço da colheita da safra de verão, as condições climáticas para a segunda safra, bem como o recuo recente do dólar.

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