Brasil pode enfrentar tarifa acumulada de até 37,5% dos EUA, alerta Amcham
Entidade afirma que país poderá se tornar um dos mais taxados pelo governo norte-americano
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O Brasil poderá se tornar um dos países mais taxados para exportar aos Estados Unidos caso avancem as propostas tarifárias atualmente em análise pelo governo norte-americano. O alerta foi feito pelaCâmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham), em nota divulgada nesta quarta-feira (3).Segundo a entidade, o relatório publicado pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) no âmbito da investigação da Seção 301 sobre trabalho forçado recomenda a aplicação de tarifas adicionais sobre produtos originários de cerca de 60 países.A proposta prevê dois níveis de sobretaxação, de 10% e 12,5%, sendo que o Brasil foi incluído no grupo sujeito à alíquota mais elevada.De acordo com a Amcham, a medida deve ser analisada em conjunto com a investigação da Seção 301 específica contra o Brasil, cujo relatório foi divulgado em 1º de julho e propõe uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros.“Caso ambas sejam confirmadas, determinados produtos brasileiros poderão estar sujeitos a tarifas adicionais acumuladas de até 37,5%, elevando o custo de acesso ao mercado norte-americano e colocando o Brasil entre os países com maior nível de tarifação para exportar aos Estados Unidos”, afirmou a entidade.Na avaliação da Amcham, o cenário reforça a necessidade de uma solução negociada entre os dois países para evitar prejuízos à competitividade dos produtos brasileiros.“Por isso, torna-se ainda mais relevante avançar em uma solução negociada para a investigação da Seção 301 envolvendo especificamente o Brasil, de forma a evitar que as exportações brasileiras enfrentem condições de acesso menos favoráveis do que as de seus principais concorrentes no mercado norte-americano, especialmente em produtos industriais”, destacou a entidade.