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Governo de SP libera linha de crédito emergencial para produtores afetados por temporal em Ribeirão Preto

Financiamento de até R$ 150 mil terá juros de 3% ao ano e poderá ser usado para recuperação de lavouras, rebanhos e infraestrutura rural

10:43

Fonte: CNA
Fonte: CNA
O Governo de São Paulo anunciou nesta terça-feira (28) a abertura de uma linha de crédito emergencial para produtores rurais da região de Ribeirão Preto atingidos pelo temporal registrado em 24 de julho.

Financiada pelo Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP), a linha oferece até R$ 150 mil por produtor, com taxa efetiva de juros de 3% ao ano, prazo de pagamento de até 72 meses e carência de até três anos para o início da quitação, com parcelas anuais.

A iniciativa integra as primeiras medidas adotadas pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) após a formação de uma força-tarefa para avaliar os prejuízos provocados pelas chuvas intensas, granizo e fortes rajadas de vento.

Equipes técnicas de cinco regionais da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) seguem realizando vistorias nas propriedades rurais. O levantamento preliminar aponta danos em lavouras, pomares, estufas, canaviais, estoques e estruturas produtivas em municípios como Taquaritinga, Ribeirão Preto, Dumont, Jaboticabal e Guariba, sendo Taquaritinga o município com os maiores prejuízos registrados até o momento.

Segundo o governo paulista, as medidas de apoio poderão ser ampliadas ou ajustadas conforme o avanço das vistorias e a consolidação dos levantamentos de campo.

O financiamento está disponível para produtores das atividades agrícola e pecuária que tenham os danos comprovados por técnicos habilitados da SAA. Os recursos poderão ser utilizados na compra de insumos, sementes, mudas, fertilizantes, medicamentos e alimentação animal, além de reparos emergenciais na infraestrutura produtiva, limpeza de áreas afetadas e recomposição de servidões.

Para solicitar o crédito, o produtor deverá apresentar documentos que comprovem os prejuízos, como fotografias, notas fiscais, orçamentos e a relação das perdas, e procurar uma Casa da Agricultura da CATI ou um escritório do ITESP. Após a vistoria da propriedade, um técnico será responsável pela elaboração da proposta de financiamento.

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