Governo e setor cafeeiro reforçam agenda de trabalho e sustentabilidade no Brasil
Reunião interministerial busca alinhar práticas trabalhistas às exigências do mercado internacional
11:10
Fonte: CNA
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) coordenou, nesta quinta-feira (23), uma reunião com representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), do Ministério das Relações Exteriores (MRE)e do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) para ampliar as ações do Pacto do Café.A iniciativa tem como foco promover o trabalho decente e sustentável na cadeia produtiva do café, além de alinhar a agenda às exigências do comércio internacional.O encontro reforçou a estratégia do MTE de ampliar o diálogo com setores econômicos e integrar diferentes atores na formulação de políticas que conciliem competitividade e responsabilidade social.A proposta busca valorizar a produção cafeeira ao mesmo tempo em que assegura condições dignas de trabalho e combate práticas como o trabalho forçado.O ministro Luiz Marinho destacou que o desafio vai além da fiscalização e exige mudança cultural no setor.“Não é uma tarefa apenas do governo, é um esforço do setor produtivo e da sociedade como um todo para combater o trabalho forçado e infantil e valorizar o trabalho decente”, afirmou.
Setor destaca importância para imagem internacional
O diretor-geral do Cecafé, Marcos Antônio Matos, ressaltou que a articulação é fundamental para qualificar a comunicação com o mercado externo.Segundo ele, o engajamento do setor reforça que a cadeia do café no Brasil opera majoritariamente dentro da legalidade e avança na correção de eventuais irregularidades.De acordo com o secretário de Inspeção do Trabalho em exercício, Luiz Henrique Ramos Lopes, o modelo atual combina fiscalização orientada por inteligência com ações preventivas, como capacitações e orientação técnica aos produtores.
Café é uma das atividades mais fiscalizadas
Dados da Secretaria de Inspeção do Trabalho indicam que, entre 2016 e 2025, o cultivo de café foi alvo de 5.785 ações de fiscalização, sendo a segunda atividade rural mais monitorada no país.Desse total, 85 ações resultaram no resgate de 1.292 trabalhadores, o equivalente a 1,47% das fiscalizações.