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Governo mantém subsídio de R$ 1,12 por litro ao diesel após alta do petróleo

Segundo informação publicada pela Folha, governo decidiu preservar incentivo para os próximos dois meses diante da escalada das tensões no Oriente Médio

17:05

Governo mantém subsídio de R$ 1,12 por litro ao diesel após alta do petróleo
O governo federal decidiu manter em R$ 1,12 por litro o subsídio sobre as vendas de óleo diesel, adiando a redução do incentivo diante da nova escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, que elevou os preços internacionais do petróleo.

Segundo a informação publicada pela Folha de São Paulo, o Ministério da Fazenda poderia revisar o programa a partir de agosto, mas optou por manter as regras atuais.

Criada no fim de maio para substituir outro modelo de auxílio ao setor dos combustíveis, a subvenção tem validade até dezembro deste ano. A medida provisória que instituiu o programa permite revisões bimestrais, desde que os beneficiários sejam comunicados com antecedência mínima de 15 dias.

Segundo a reportagem, a equipe econômica do governo pretende manter o benefício pelos próximos dois meses, embora não descarte alterações antes desse prazo caso haja recuo das cotações internacionais.

A estratégia inicial do Ministério da Fazenda era reduzir gradualmente os subsídios ao diesel e à gasolina, além de rever a alíquota do Imposto sobre Exportação de petróleo. No entanto, a retomada das tensões no Oriente Médio alterou o cenário.

O barril do petróleo Brent voltou ao patamar de US$ 86, acumulando valorização de 21% desde o início de julho, o que levou o ministério a suspender as mudanças previstas.

Apesar da manutenção do incentivo, importadores afirmam que o valor já não é suficiente para garantir rentabilidade nas operações.

Segundo dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), o preço do diesel comercializado no país estava R$ 1,77 por litro abaixo da paridade de importação. Mesmo com o subsídio, a diferença permanece em R$ 0,65 por litro.

Nas refinarias da Petrobras, a defasagem é ainda maior, chegando a R$ 2,07 por litro, segundo a Abicom. A estatal afirmou que acompanha diariamente os fundamentos do mercado internacional e busca manter preços competitivos, evitando o repasse imediato da volatilidade externa ao mercado interno.

Até o fim de junho, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) havia autorizado pagamentos de R$ 2,2 bilhões às empresas beneficiadas pelo programa. A Petrobras informou que já recebeu R$ 4,7 bilhões em ressarcimentos referentes às vendas de diesel realizadas até a primeira quinzena de maio.

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