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Governo sinaliza manutenção de medidas para conter alta dos combustíveis

Segundo Dario Durigan, ações serão mantidas enquanto persistirem os impactos da guerra entre EUA e Irã sobre os preços do petróleo

11:35

Fonte: Agência EBC
Fonte: Agência EBC
Em entrevista ao canal UOL, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo federal pretende manter as medidas adotadas para conter os preços dos combustíveis, diante dos efeitos inflacionários provocados pela alta do petróleo em meio ao conflito entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio.

Segundo o ministro, o objetivo é reduzir o impacto da escalada dos preços da energia sobre o custo de vida da população e sobre a inflação brasileira.

“Tudo que for possível fazer no Brasil para a gente mitigar o impacto da guerra nos preços será feito, a começar por combustíveis, que é o primeiro elemento na cesta de consumo e que está sendo impactado pela guerra. Por isso, hoje tem subvenção, inclusive, na gasolina. Estendemos a subvenção no diesel, tiramos os tributos do QAV (querosene de aviação). Tem uma série de coisas sendo feita”, afirmou Durigan.

Com o agravamento das tensões no Oriente Médio e a forte valorização do petróleo no mercado internacional, o governo brasileiro implementou uma série de medidas para reduzir a pressão sobre os preços domésticos dos combustíveis.

Entre as ações adotadas está o subsídio de R$ 0,44 por litro de gasolina, pago diretamente aos produtores e importadores por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O governo também prorrogou medidas de apoio ao diesel e promoveu a desoneração tributária do querosene de aviação (QAV).

Durigan destacou, no entanto, que a continuidade dessas iniciativas será conduzida com cautela, para evitar uma dependência permanente dos mecanismos de auxílio. Segundo o ministro, as medidas deverão permanecer em vigor enquanto os efeitos da guerra continuarem pressionando os preços internacionais da energia.

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