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Ibama autoriza Petrobras a perfurar mais três poços no Amapá

Novos poços na Bacia da Foz do Amazonas vão avaliar o potencial comercial da descoberta de petróleo feita pela estatal em agosto

14:25

Fonte: Agência Petrobras
Fonte: Agência Petrobras
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou a Petrobras a perfurar mais três poços exploratórios na Bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá.

A decisão, assinada nesta quinta-feira (4) pelo presidente do órgão, Jair Schmitt, amplia a campanha de exploração da estatal na Margem Equatorial brasileira.

Os novos poçosManga, PAD Morpho e Crotalus — estão localizados no bloco FZA-M-59, nas proximidades do poço Morpho, onde a Petrobras anunciou, em 14 de agosto, a descoberta de petróleo a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá.

A estatal considera a avaliação dessas áreas necessária para determinar se a ocorrência identificada apresenta condições de exploração comercial. A Petrobras já pagou R$ 163.241 pela emissão da licença.

A permissão tem validade de 120 dias, prorrogável, além disso exigirá da Petrobras o cumprimento de uma série de medidas ambientais. Entre elas estão a execução de planos de prevenção e controle de espécies exóticas, comunicação social, educação ambiental, controle de poluição e monitoramento ambiental.

O Ibama também determinou que a Petrobras não descarte no mar os cascalhos gerados durante a perfuração da fase de reservatório, onde está localizada a principal reserva de óleo, nem aqueles provenientes de reservatórios mais rasos nos quais já foi confirmada a presença de petróleo.

A estatal deverá ainda disponibilizar estruturas para atendimento e reabilitação de peixes-bois no Pará e no Amapá e realizar o monitoramento dos animais após eventual soltura.

Caso os novos trabalhos confirmem condições para exploração comercial da área, a empresa ainda precisará solicitar uma nova autorização ambiental para avançar para a etapa de produção.

A Margem Equatorial se estende por cerca de 2.200 quilômetros da costa brasileira, do Rio Grande do Norte ao Amapá. A região também possui continuidade geológica em direção à Guiana e ao Suriname. A petroleira já prevê investimentos de US$ 2,5 bilhões na área entre 2026 e 2030.

A Petrobras busca novas reservas para sustentar a produção nacional nas próximas décadas, diante da perspectiva de maturação dos campos do pré-sal a partir da década de 2030.

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