Inadimplência no agronegócio sobe para 8,2% em 2025, aponta Serasa
Custos elevados, margens apertadas e crédito mais restrito seguem pressionando o caixa dos produtores rurais
15:20
Fonte: Pexels
A Serasa Experian informou nesta segunda-feira (1º) que a taxa de inadimplência no agronegócio brasileiro atingiu 8,2% em 2025, avanço de um ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior.Segundo o levantamento, o aumento reflete um cenário de rentabilidade reduzida no campo, marcado por custos de produção elevados, volatilidade dos preços agrícolas e maior seletividade na concessão de crédito.Entre os fatores que pressionaram os produtores estão a alta dos fertilizantes e dos combustíveis, influenciada pelos desdobramentos do conflito no Oriente Médio. De acordo com a Serasa, a inadimplência vem apresentando crescimento contínuo desde o fim de 2024.“Apesar de sinais de estabilização em alguns segmentos, a inadimplência no agronegócio segue em alta gradual, com produtores ainda enfrentando margens apertadas e fluxo de caixa pressionado, diante de custos elevados, preços voláteis e crédito mais seletivo”, afirmou Marcelo Pimenta.O estudo também mostra que a maior parte das pendências financeiras está concentrada em dívidas junto a instituições financeiras, responsáveis por 7,2% dos casos de inadimplência rural.Na análise por perfil de produtor, aqueles sem informação de registro rural — grupo que pode incluir arrendatários e integrantes de grupos familiares ou econômicos — apresentaram o maior índice de inadimplência, de 9,9%.Na sequência aparecem os grandes produtores, com taxa de 9,8%, seguidos pelos médios, com 8,3%, e pelos pequenos produtores, com 7,8%.