Ministério da Agricultura e Confea firmam acordo para fortalecer a sanidade agropecuária no Brasil
Parceria prevê capacitação técnica, integração institucional e avanço no Suasa
10:30
O Ministério da Agricultura e Pecuária e o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia firmaram, nesta quarta-feira (26), um Acordo de Cooperação Técnica com foco no fortalecimento da sanidade agropecuária no país.A iniciativa busca aprimorar o Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária por meio da integração de ações institucionais, capacitação profissional e intercâmbio de informações técnicas.O acordo foi assinado pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e pelo presidente do Confea, Vinicius Marchese.
Integração e qualificação técnica
A cooperação entre o Mapa e o Sistema Confea/Crea tem como objetivo alinhar esforços para ampliar a qualificação técnica dos profissionais que atuam nas cadeias produtivas agropecuárias, além de reforçar a aplicação de normas sanitárias em todo o território nacional.“A cooperação com o Sistema Confea amplia a capacidade técnica do país na área de sanidade agropecuária e fortalece a atuação dos profissionais que trabalham diretamente nas cadeias produtivas. É um passo importante para garantir qualidade, segurança e competitividade ao agro brasileiro”, afirmou Fávaro.O ministro também destacou o caráter simbólico do acordo em sua gestão. “Este é um dos últimos atos que realizo como ministro da Agricultura e Pecuária. Encerrar esse ciclo firmando uma cooperação que fortalece a sanidade agropecuária e valoriza o conhecimento técnico dos profissionais do setor é motivo de grande satisfação”, completou.
Construção de longo prazo
Segundo Marchese, a formalização da parceria resulta de um processo iniciado há cerca de dois anos.“Esse acordo tramitou por aproximadamente dois anos. Sob a gestão do ministro Fávaro, encontramos muita abertura no ministério para dialogar e encaminhar essa cooperação, que é muito importante para fortalecer o trabalho técnico e institucional da engenharia e da agronomia no país”, afirmou.O plano de trabalho prevê uma série de iniciativas voltadas ao fortalecimento da defesa agropecuária, incluindo: realização de eventos técnicos, cursos e treinamentos; capacitação em inspeção de produtos de origem vegetal; formação em sementes e classificação de grãos; treinamento de aplicadores de agrotóxicos; cursos para emissão de receituário agronômico; e troca de metodologias de fiscalização e boas práticas.O acordo terá vigência inicial de cinco anos e não prevê transferência de recursos financeiros entre as instituições. As ações serão executadas em regime de cooperação, com cada parte responsável pelos custos das atividades sob sua competência.A execução será acompanhada por um grupo técnico formado por representantes das duas entidades, responsável por monitorar o andamento das ações e avaliar os resultados ao longo do período.