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Ministério da Fazenda projeta crescimento de 1,8% para o agro em 2026

Segundo o Boletim MacroFiscal, é esperada uma retratação devido à pressão da inflação de alimentos causadas pelo clima e pelos custos dos fertilizantes

17:14

Fonte: Jonathan Campos / AEN
Fonte: Jonathan Campos / AEN
O Ministério da Fazenda revisou de 1,2% para 1,8% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária em 2026, segundo o Boletim MacroFiscal divulgado nesta quarta-feira (15).

Apesar da melhora na estimativa, a pasta prevê uma desaceleração no setor em relação ao desempenho de 2025, quando o setor registrou expansão de 11,7%. Após crescimento de 2% no primeiro trimestre, a expectativa do governo é de que o PIB do agro avance apenas 0,6% entre abril e junho.

O desempenho positivo é atribuído principalmente às cadeias de café, soja, cacau, cana-de-açúcar e ao aumento do abate de bovinos. Em contrapartida, as culturas de algodão, arroz, feijão e milho devem limitar o ritmo de expansão no período.

Na comparação com o segundo trimestre de 2025, a agropecuária deverá crescer 2,5%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, considerando as estimativas para o segundo trimestre, a alta projetada pelo Ministério da Fazenda é de 4,9%.

O boletim também revisou as projeções para a inflação. A estimativa para o IPCA passou de 4,9% para 5,3% em 2026 e de 4% para 4,2% em 2027. Segundo a pasta, os alimentos seguem como um dos principais vetores de pressão inflacionária, apresentando variações acima do padrão histórico ao longo deste ano.

De acordo com o Ministério da Fazenda, os efeitos do fenômeno El Niño deverão impactar a inflação de alimentos a partir de 2026, com intensidade maior em 2027.

Outro fator de risco apontado é o aumento da oferta e da demanda por fertilizantes, influenciado pelo conflito no Oriente Médio, o que pode pressionar os custos de produção agrícola no segundo semestre.

No atacado, o relatório aponta redução da deflação dos preços agropecuários. O índice passou de -9,7% em abril para -3,4% em junho, refletindo a valorização de produtos como milho e batata-inglesa, além de uma queda menos intensa nos preços da soja e do leite in natura.

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