Ministro Fávaro cumpre agenda em Angola para avançar em acordo bilateral na produção agrícola
Reuniões nesta terça-feira (20), com autoridades angolanas trataram de cooperação, investimentos e segurança alimentar
09:22
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, cumpriu, nesta terça-feira (20), uma série de reuniões em Angola com representantes do governo angolano e de instituições financeiras, com o objetivo de avançar nas tratativas para um acordo Brasil–Angola voltado à produção agrícola.Durante a primeira agenda, foi protocolada a proposta brasileira de cooperação junto a autoridades do setor econômico de Angola. A iniciativa reúne o interesse de mais de 30 produtores brasileiros, que já formalizaram disposição para investir em projetos agrícolas no país africano.Participaram dos encontros o ministro de Estado para a Coordenação Econômica de Angola, José de Lima Massano, a ministra das Finanças, Vera Daves, o ministro em exercício da Agricultura e Florestas, João Cunha, além de representantes do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) e do Fundo Soberano de Angola.Segundo o ministro Carlos Fávaro, a cooperação reforça laços históricos e amplia oportunidades. "Estamos dando um passo importante. O Brasil tem muito a contribuir com sua experiência em pesquisa agropecuária e em tecnologias de baixo carbono. Avançar nessa parceria é beneficiar ambos os países e promover oportunidades para os nossos produtores”, destacou.Na sequência, foi realizada reunião com a Corporação Financeira Internacional (IFC), braço do Grupo Banco Mundial voltado ao setor privado em mercados emergentes, que também demonstrou interesse em financiar as operações previstas no acordo bilateral.A IFC atua em Angola no fortalecimento de parcerias estratégicas voltadas à diversificação econômica, com investimentos e apoio técnico em áreas como agricultura, energia, infraestrutura, logística, turismo e finanças. A instituição possui planos de ampliar significativamente seu portfólio de investimentos no país nos próximos anos, com foco no desenvolvimento econômico e na geração de empregos.Para o ministro Fávaro, a iniciativa traz ganhos concretos para ambos os lados. Com isso, o Brasil amplia oportunidades de venda de máquinas, equipamentos, sementes, insumos e transferência de tecnologia, enquanto Angola avança na produção de alimentos e na segurança alimentar.