São Paulo muda regras para corte de laranjeiras infectadas por greening
Nova regulamentação diferencia a eliminação de plantas conforme a incidência da doença em cada município paulista
11:40
Fonte: Governo de SP
O governo de São Paulo adotou novas regras para o controle do greening nos pomares de laranja, com critérios diferentes para a eliminação de plantas conforme o nível de incidência da doença em cada município.Nas regiões com mais de 10% de contaminação, o corte obrigatório fica restrito às plantas sintomáticas com até três anos de idade. Já em municípios com incidência de até 10%, todas as plantas devem ser eliminadas.Segundo o levantamento mais recente do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), o greening atingiu 48% das laranjeiras do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais em 2026, ante 47,63% em 2025.O avanço de 0,45 ponto percentual foi o menor da última década. As maiores incidências foram registradas em Limeira (82,1%), Porto Ferreira (72,43%) e Avaré (69,5%).
Severidade aumenta nos pomares
Apesar da menor velocidadededisseminação, a severidade da doença aumentou. A parcela de plantas com sintomas mais graves passou de 22,7% para 27% entre 2025 e 2026. Considerando apenas as áreas produtivas, o índice subiu de 25,9% para 31%.A incidência também é maior em pomares antigos. Entre plantas com mais de dezanos, o índice passou de 58,43% para 63,27%. Já nas unidades com três a cinco anos, houve redução de 39,18% para 29,5%, resultado associado à eliminação de plantas doentes e ao controle do inseto transmissor.Pela nova regulamentação, a eliminação das plantas será responsabilidade do produtor e não haverá indenização pelas perdas. O agricultor também deverá realizar o monitoramento do inseto transmissor a cada 15 dias, mantendo registros das inspeções, dos produtos utilizados, das doses e das aplicações. A documentação deverá ficar disponível para fiscalização por cinco anos.A mudança reduz de oitopara três anos a idade das plantas sintomáticas sujeitas ao corte obrigatório em municípios com incidência superior a 10%.Segundo a nova regra, a alteração busca adequar as medidas de controle ao nível de ocorrência da doença em cada região, enquanto o manejo dos pomares continua sendo necessário para conter a disseminação do greening na citricultura.