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Agro vai defender na COP31 valor econômico para ativos ambientais conservados dentro das propriedades rurais

CNA apresenta propostas do setor para Conferência do Clima, que será realizada em novembro, na Turquia, com prioridades dos produtores rurais para as negociações climáticas

18:23

Fonte: Marcelo Camargo / Agência Brasil
Fonte: Marcelo Camargo / Agência Brasil
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentou, nesta quinta-feira (15), o posicionamento do agro brasileiro para a 31ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas COP 31, que será realizada de 9 a 20 de novembro, em Antalya, na Turquia.

O documento “Agropecuária Brasileira no Acordo de Paris - COP 31” reúne propostas e prioridades do agro para as negociações internacionais sobre mudanças climáticas. O posicionamento foi entregue durante a reunião conjunta das Comissões Nacionais de Meio Ambiente e de Irrigação da CNA, que teve a participação de representantes do Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Agricultura e da Embrapa.

De acordo com a entidade, se por um lado o agro é impactado diretamente pelos fatores climáticos, por outro compõe a mais eficiente solução em mitigação e adaptação. Para a CNA, a COP 31 precisa marcar um avanço concreto na implementação do Acordo de Paris, que completou 10 anos em 2025.

Na prática, isso significa aumentar os recursos mobilizados para a agenda climática, tornar mais rápido e simples o acesso ao financiamento, ampliar a capacidade de estruturação de projetos, investir em capacitação e cooperação e estimular o comércio de tecnologias e produtos de menor pegada de carbono.

Entre os principais pontos do documento do agro para a COP31, destacam-se:

1) Que os recursos naturais preservados dentro das propriedades rurais tenham valor econômico e que a conservação possa ser financiada, sem comprometer o potencial produtivo das áreas privadas;

2) Continuidade de uma agenda específica de agricultura e segurança alimentar dentro das negociações climáticas;

3) Características da agricultura e da pecuária tropicais devem ser corretamente consideradas nas avaliações internacionais;

4) Financiamento climático – fazer o recurso chegar ao campo;

5) Adaptação – preparar o campo para um clima cada vez mais desafiador;

6) Transição para uma economia de menor emissão de carbono precisa levar em consideração as condições econômicas, sociais e produtivas de cada país e região;

7) Comércio e clima – evitar que regras ambientais se transformem em barreiras

8) Mitigação – reconhecer e remunerar resultados obtidos no campo, como, por exemplo, boas práticas agrícolas

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