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Bunge, Petrobras e Vibra anunciam operação de SAF produzido com soja brasileira certificada de baixo carbono

Combustível avançado tem potencial de reduzir emissões no setor aéreo em cerca de 70% quando comparado ao querosene de aviação tradicional

11:36

Foto: Jeffry Surianto/Pexels
Foto: Jeffry Surianto/Pexels
Gigantes da cadeia produtiva anunciam o primeiro Combustível Sustentável de Aviação (SAF, na sigla em inglês) produzido a partir de soja brasileira com certificação ISCC CORSIA PLUS Low-LUC Risk. A iniciativa, parceria entre Bunge, Petrobras e Vibra, evidencia que a soja brasileira tem potencial de ser uma solução de matéria-prima sustentável em escala para viabilizar o cumprimento de mandatos de descarbonização locais e internacionais na aviação.

Na parceria, a Bunge é responsável pela originação e certificação da soja e pela produção do óleo vegetal em sua unidade de esmagamento de Rondonópolis (MT). A Petrobras, por sua vez, produz o SAF em sua unidade de Duque de Caxias (RJ) a partir do coprocessamento deste óleo com carga de origem mineral. Já a Vibra, por meio da unidade de negócios BR Aviation, fica responsável pela infraestrutura de distribuição e comercialização do combustível para o setor aéreo.

O projeto prevê a produção e comercialização de 4 mil m³ de combustível de aviação com 1% de conteúdo renovável, volume suficiente para abastecer a operação de 1,6 mil voos entre a ponte aérea RJ-SP, sendo inicialmente ofertado no Aeroporto Internacional do Galeão (GIG), no Rio de Janeiro, onde a base de armazenamento da companhia possui a certificação ISCC EU e ISCC CORSIA, garantindo rastreabilidade total e conformidade com critérios internacionais de sustentabilidade.

A certificação ISCC CORSIA PLUS, reconhecida pela Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO, na sigla em inglês), faz parte do programa CORSIA (Carbon Offsetting and Reduction Scheme for International Aviation), criado para incentivar a adoção de combustíveis renováveis na aviação global. Ela define todos os requisitos de ESG necessários para garantir que o produto seja de fato sustentável. Para receber a certificação ISCC CORSIA PLUS, toda a cadeia produtiva precisa atender aos rigorosos padrões de sustentabilidade exigidos pelo CORSIA, incluindo a comprovação de que as áreas de cultivo relevantes foram convertidas antes de 2008, a garantia da total rastreabilidade da cadeia de abastecimento e a redução das emissões por meio de práticas sustentáveis, tudo isso verificado por meio de auditorias realizadas por empresas independentes.

O diferencial do biocombustível produzido a partir desse reconhecimento está exatamente nesses elevados critérios de sustentabilidade que foram atendidos pela soja brasileira, que obteve ainda a certificação low-LUC risk (mudança do uso da terra, na sigla em inglês), demonstrando ganhos de produtividade ao longo dos anos por meio de práticas de manejo sustentável, o que comprova que a commodity não está associada à abertura de novas áreas de plantio, além de ser 100% rastreada e monitorada. Além disso, as emissões associadas à produção desse biocombustível revelam-se muito inferiores aos padrões de emissão apresentados nas regulamentações internacionais de SAF.

A parceria entre a Bunge, a Petrobras e a Vibra chega ao mercado para impulsionar a descarbonização e pode reduzir as emissões de gases de efeito estufa em aproximadamente 70% em comparação com a querosene de aviação tradicional (QAV), conforme apurado por metodologia de análise de ciclo de vida.

Assuntos:

SojaBiodiesel

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