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Sustentabilidade

E32 deve ampliar em mais de 6% mercado de etanol anidro, diz NovaBio

Elevação da mistura na gasolina abre janela de oportunidade de crescimento para demanda da produção do Nordeste, que se aproxima de 2,5 bilhões de litros por ano

11:16

Fonte: Unica
Fonte: Unica
A aprovação pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) do aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32% (E32), nesta terça-feira (14), tem o potencial de acrescentar entre 900 milhões e 1,05 bilhão de litros do biocombustível no mercado. A elevação de 6,6% no uso do etanol é projetada pelo presidente-executivo da Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio), Renato Cunha.

Segundo ele, não há qualquer expectativa de problemas técnicos com o aumento da mistura. “Os estudos já realizados estão dentro da lei 14.993 de 2024 e mostram que a adição do etanol anidro pode ser de até 35% e a produção brasileira, de cerca de 43,6 bilhões de litros de etanol por temporada, atenderá o aumento na demanda”.

Para a safra 2026-2027, a estimativa é que o mercado de anidro alcance 15,7 bilhões de litros, 37% do total da produção do biocombustível. Segundo o presidente da NovaBio, a elevação da porcentagem de anidro na gasolina abre uma janela de oportunidade de crescimento para a demanda da produção do Nordeste, que se aproxima de 2,5 bilhões de litros por ano.

Além disso, ressalta Cunha, a redução do percentual de gasolina na mistura, de 70% para 68%, é desinflacionária, porque pode ajudar a manter os preços do combustível fóssil, mais caro, sob um maior controle. “O etanol anidro pode conter ou suavizar reajustes nos preços da gasolina”, acentua.

Nesta agenda, conclui o presidente da NovaBio, o aumento da mistura possibilita a redução da dependência da importação de gasolina, uma vez que a maior presença do etanol anidro diminui a necessidade do uso do combustível fóssil, sobretudo em uma conjuntura de instabilidade de oferta e preços do petróleo. “Sem falar nos ganhos ambientais, com a redução adicional nas emissões que causam as mudanças climáticas”, completa.

 

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