Tecnologias para produção de etanol com carbono neutro ou negativo são debatidas na 26ª Conferência Internacional DATAGRO
Encontro teve como objetivo de apresentar soluções voltadas à redução das emissões de carbono na cadeia produtiva do biocombustível
16:04
Fonte: DATAGRO
A busca pela produção de etanol com intensidade de carbono neutra ou negativa foi tema do 3º painel da26ª Conferência Internacional DATAGRO sobre Açúcar e Etanol, realizada nesta segunda-feira (26), em São Paulo. Intitulado “Etanol Rumo à Intensidade de Carbono Neutra ou Negativa”, o debate apresentou tecnologias e iniciativas voltadas à redução das emissões de gases de efeito estufa nas operações industriais e na cadeia produtiva do biocombustível.Moderado por Miguel Ivan Lacerda de Oliveira, chefe-geral da Embrapa, o painel contou com a participação de Abel Uchoa, diretor-presidente da Cocal; Daniel Lopes, vice-presidente executivo de Sustentabilidade e Desenvolvimento de Negócios da FS Fueling Sustainability; Makarand Chitale, diretor da indiana Mist Ressonance Engineering; e Marilia Folegatti, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente.Durante as apresentações, Uchoa destacou as iniciativas da Cocal voltadas à economia circular e ao aproveitamento de subprodutos da cana-de-açúcar, incluindo a utilização de biometano para abastecer a frota da empresa. Já Lopes apresentou os projetos de descarbonização desenvolvidos pela FS, abordando os desafios regulatórios e metodológicos para viabilizar plantas industriais com emissões líquidas zeradas, além do potencial de expansão dessas soluções. Chitale, por sua vez, apresentou tecnologias utilizadas em unidades produtoras de etanol na Índia para ampliar a eficiência dos processos industriais.Encerrando as apresentações, Marilia Folegatti abordou as possibilidades de redução da intensidade de carbono do etanol no contexto do RenovaBio, destacando alternativas tecnológicas e ambientais para alcançar emissões neutras ou negativas.Entre as soluções apresentadas estão a bioenergia com captura e armazenamento de carbono (BECCS) e a utilização de biocarvão (biochar) no solo, além da importância de considerar as mudanças diretas no uso da terra (dLUC) na contabilização das emissões. A pesquisadora ressaltou o papel dessas estratégias para ampliar os benefícios ambientais do etanol e contribuir para a descarbonização do setor energético.