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Fretes agrícolas recuam em parte dos corredores logísticos, aponta Conab

Boletim Logístico mostra queda mensal em rotas de escoamento, especialmente em Mato Grosso, mas preços seguem acima no comparativo com 2025

11:42

Foto: Freepik
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Os preços dos fretes agrícolas registraram queda em parte dos principais corredores logísticos do país em junho na comparação com maio, mas permaneceram acima dos níveis observados no mesmo período de 2025, segundo o Boletim Logístico divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), nesta terça-feira (28).

De acordo com a estatal, o comportamento das tarifas refletiu a combinação entre custos operacionais, movimentação da safra 2025/26 e o ritmo das exportações brasileiras de grãos.

No primeiro semestre de 2026, as exportações de soja alcançaram 69,5 milhões de toneladas, crescimento de 7,12% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Já os embarques de milho somaram 7,9 milhões de toneladas, avanço de 22,13%, contribuindo para sustentar a demanda por transporte em importantes corredores de escoamento da produção.

Em Mato Grosso, maior produtor nacional de grãos, 72% das rotas monitoradas apresentaram retração nas tarifas em relação a maio, com variações entre queda e alta de até 8%.

Segundo a Conab, o menor volume de embarques da segunda safra de milho, aliado ao fortalecimento da demanda interna pelo cereal, aos preços pagos ao produtor e à predominância de trajetos rodoviários mais curtos, influenciou o comportamento dos fretes.

Paralelemente em Mato Grosso do Sul, os preços permaneceram praticamente estáveis, sustentados pelos custos operacionais e pelo fluxo contínuo de cargas.

Em Goiás e no Distrito Federal, a maior parte das rotas também registrou redução nas tarifas, reflexo da desaceleração do escoamento das safras de soja e milho e da estabilidade dos preços do diesel, ainda elevados na comparação anual.

Na Bahia, os fretes ficaram estáveis ou recuaram, com quedas de até 7% nas rotas originadas em Luís Eduardo Magalhães, impulsionadas pela menor demanda após o pico da safra e pelo aumento da oferta de transportadores.

Em contrapartida, Maranhão e Piauí registraram alta nas tarifas, favorecidas pelo avanço das exportações de soja e pela elevação dos custos com combustíveis.

Nas regiões Sudeste e Sul, o cenário foi misto. No estado de São Paulo, predominou estabilidade com leves altas em função do aumento da procura por transporte, apesar do atraso na colheita em algumas áreas.

Em Minas Gerais, os preços permaneceram praticamente estáveis ou em queda, enquanto no Paraná o início da colheita da segunda safra de milho elevou a demanda por fretes, pressionada também pelos custos com combustíveis.

O levantamento da Conab também destaca que os portos do Arco Norte responderam por 35,4% das exportações de milho e 39,1% dos embarques de soja no primeiro semestre de 2026, consolidando sua importância na logística nacional.

Já as importações de fertilizantes somaram 18,31 milhões de toneladas entre janeiro e junho, volume 5,7% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

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