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Mato Grosso do Sul colhe 16,23 milhões de toneladas de milho e registra recorde na safra 2025/26

Produção estadual cresceu 16,5% em relação ao ciclo anterior, enquanto a produtividade média chegou a 115,21 sacas por hectare

11:14

Fonte: Wenderson Araujo/Trilux (CNA)
Fonte: Wenderson Araujo/Trilux (CNA)
O Mato Grosso do Sul produziu 16,23 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26, cultivadas em 2,348 milhões de hectares, com produtividade média ponderada de 115,21 sacas por hectare. Os dados são do levantamento final do Projeto de Sistemas de Informações Geográficas do Agronegócio (SIGA-MS), executado pela Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS).

Segundo a entidade, os resultados representam recordes de produção e produtividade da série histórica do projeto. Em comparação com a safra 2024/25, quando foram colhidas 13,93 milhões de toneladas, a produção avançou 16,5%. A colheita foi concluída em 9 de outubro de 2026, aproximadamente duas semanas depois do encerramento da safra anterior.

A produtividade média subiu de 108,42 para 115,21 sacas por hectare, enquanto a área cultivada cresceu 9,6%. O total de 2,348 milhões de hectares corresponde à segunda maior área da série histórica, atrás apenas dos 2,355 milhões de hectares registrados em 2022/23.

A produção final ficou cerca de 45,7% acima da estimativa inicial, que previa 11,14 milhões de toneladas. No início do ciclo, a produtividade era projetada em 84,2 sacas por hectare, mas as avaliações de campo permitiram revisar as expectativas ao longo do desenvolvimento das lavouras.

Entre os municípios, Maracaju liderou em volume produzido, com aproximadamente 2,55 milhões de toneladas em 323,8 mil hectares e produtividade de 131,49 sacas por hectare. Ponta Porã, com 1,54 milhão de toneladas, Sidrolândia, com 1,52 milhão, e Dourados, com 1,42 milhão, completaram as primeiras posições. Juntos, os quatro municípios concentraram cerca de 43% da produção estadual.

No ranking de produtividade, Alcinópolis ficou na primeira posição, com 158,43 sacas por hectare, seguido por São Gabriel do Oeste, com 151,53 sacas, Brasilândia, com 151,05, Rio Negro, com 150,48, e Chapadão do Sul, com 146,30 sacas por hectare.

Regionalmente, o norte do estado apresentou a maior produtividade média, de 135,83 sacas por hectare, enquanto a região sul concentrou 68,9% da área cultivada e aproximadamente 10,96 milhões de toneladas produzidas.

O desempenho das lavouras foi influenciado pela distribuição irregular das chuvas ao longo do ciclo. Em janeiro, a maior parte do estado registrou precipitações abaixo da média histórica, mas as chuvas se regularizaram a partir de fevereiro. Em maio, volumes elevados atrasaram o início da colheita e episódios de granizo afetaram cerca de 2.850 hectares. Geadas também provocaram danos em lavouras da região sul-fronteira no fim de junho.

Assuntos:

Milho

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