Moagem de cana no Norte-Nordeste recua 1,1% na safra 2026/27
Regiões processaram 13,73 milhões de toneladas até setembro, o equivalente a 23,1% da projeção para a safra 2026/27
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A moagem de cana-de-açúcar nas regiões Norte e Nordeste somou 13,73 milhões de toneladas até 30 de setembro, queda de 1,1% em relação ao mesmo período da safra anterior.O volume corresponde a 23,1% da projeção de processamento para o ciclo 2026/27, estimada em 59,55 milhões de toneladas, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) compilados pela Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio). Do total processado, 70,22% da cana foram destinados à produção de etanol.Segundo o presidente executivo da NovaBio, Renato Cunha, a redução da cota de exportação de açúcar brasileiro para os Estados Unidos alterou a estratégia de produção, sobretudo no Nordeste, que atende prioritariamente esse mercado. A avaliação da entidade é que o deve se manter ao longo da temporada.Na divisão regional, o Norte processou 4,67 milhões de toneladas, recuo de 3,9% na comparação anual. No Nordeste, a moagem chegou a 9,06 milhões de toneladas, alta de 0,3% sobre o mesmo intervalo do ciclo anterior.A produção total de etanol alcançou 1,421 milhão de metros cúbicos, avanço de 45,4% em relação ao mesmo período da safra passada, considerando o biocombustível produzido a partir de cana e milho. O etanol de cana somou 685,23 mil metros cúbicos, queda de 6%, enquanto o etanol de milho atingiu 736 mil metros cúbicos. Já a produção de açúcar cresceu 3,3%, para 491,8 mil toneladas.O indicador de Açúcar Total Recuperável (ATR), que mede a quantidade de açúcares recuperáveis da cana, recuou 3,4% no acumulado até setembro. O índice por tonelada de cana também caiu 2,3% na comparação anual.Os estoques de etanol totalizaram 224,58 mil metros cúbicos em 30 de setembro. Desse volume, 220,49 mil metros cúbicos correspondiam ao etanol de cana, queda de 7,2% ante igual período da safra anterior, enquanto os estoques de etanol de milho ficaram em 4,10 mil metros cúbicos, recuo de 59,93%.