Nesta semana, a
Atvos anunciou que passou a utilizar
insumos biológicos em
100% das áreas de plantio de cana-de-açúcar, como parte de sua atual
estratégia de manejo agrícola da companhia. As soluções também são empregadas no
corte de soqueira e no
controle de pragas e
doenças ao longo do
ciclo da cultura.Segundo a empresa, a
adoção de bioinsumos integra um conjunto de iniciativas de
inovação,
tecnologia e
manejo implementadas já nas
últimas safras. No período, a
produtividade média da Atvos aumentou 42%, de
52 toneladas por hectare em 2021 para mais de
70 toneladas por hectare atualmente.
Bioinsumos no manejo da cana
As soluções foram validadas em
escala comercial nas
oito unidades agroindustriais da companhia e são utilizadas no controle de pragas como
cigarrinha-da-raiz (
Mahanarva fimbriolata),
bicudo-da-cana (
Sphenophorus levis) e
broca-da-cana (
Diatraea saccharalis).Entre as
tecnologias utilizadas estão produtos à base de
Bacillus amyloliquefaciens e
Trichoderma harzianum para o manejo de
nematoides e
patógenos de solo, além de
inoculantes com
Azospirillum brasilense para promoção do
crescimento das plantas. A empresa também utiliza
extrato de algas como
bioestimulante e
formulações de
Bacillus pumilus para o
controle fitossanitário.No manejo de insetos-praga, a Atvos utiliza
fungos entomopatogênicos como
Isaria fumosorosea e
Metarhizium anisopliae. A companhia também emprega
Trichogramma galloi no controle integrado de pragas.Segundo
Wilson Lucena,
vice-presidente de Operações da Atvos, a adoção dos bioinsumos busca combinar produtividade e manejo agrícola. “Avançamos em uma
agricultura cada vez mais
eficiente e
resiliente, com ganhos para a produtividade e para o negócio”, afirmou.Além do controle de pragas, a empresa aponta efeitos dos insumos biológicos sobre a
atividade microbiana do solo, a
ciclagem de nutrientes e o
desenvolvimento radicular.