Energia verde está no topo da agenda de interesses da Alemanha no Brasil
"Estamos prontos para uma forte cooperação com o Brasil", assinalou o chanceler alemão Johann Wadephul, em encontro de negócios na capital paulista
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Sob o guarda-chuva do agronegócio, oportunidades em energia verde estão no topo da agenda de interesses da Alemanha no Brasil, seja no âmbito do acordo Mercosul-União Europeia ou por meio de negociações bilaterais. Este foi um dos principais recados extraídos do encontro do ministro alemão das relações exteriores, Johann Wadephul, na manhã desta quinta-feira (2), com empresários dos dois países, na Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK), em São Paulo (SP)."Estamos prontos para uma forte cooperação, O Brasil é uma enorme oportunidade para a Alemanha", assinalou o chanceler alemão, que nesta sexta-feira (3) se reúne com seu homólogo brasileiro Mauro Vieira. "Vamos tratar do cenário geopolítico global", disse Wadephul, acrescentando que o tema de terras raras e minerais críticos estará na pauta. Wadephul disse que a assinatura do tratado UE-Mercosul ocorreu por decisão apertada por parte do bloco europeu, e que a Alemanha fez a diferença para obtenção do acordo.
SAF
Segundo a vice-presidente executiva da Câmara Brasil-Alemanha de São Paulo, Barbara Konner, uma das oportunidades na temática da transição energética que aproxima Brasil e Alemanha envolve, por exemplo, o segmento de combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês). O setor mundial de aviação está empenhado numa jornada de descarbonização - seja pressionado por mandatos obrigatórios ou ações voluntárias -, e o etanol brasileiro é uma das rotas tecnológicas mais promissoras para fabricação de SAF.Também presente ao encontro, o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Rodrigo Zerbone Loureiro, lembrou que, ainda dentro desta abordagem, também despontam negócios relacionados ao hidrogênio verde.O presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Ingo Plöger, marcou presença no encontro e pontuou que a visita que o ministro alemão fará, ainda, nesta tarde de quinta-feira a Volkswagen o ajude a melhor compreender o potencial dos biocombustíveis, no caso o etanol, para a descarbonização, diante do sucesso que é a tecnologia do carro flex-fuel no Brasil.O evento contou ainda com a participação de Afonso Lamounier, vice-presidente de relações governamentais da SAP para a América Latina; e Svenja Ahlburg Soares, vice-presidente na América Latina da Wilo Group, multinacional de origem alemã especializada em sistemas de bombeamento para indústria, construção, entre outros segmentos.