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Agroindústria recua 0,3% no primeiro semestre, aponta FGV Agro

Queda foi puxada pelos segmentos não alimentícios, já a produção de insumos caiu 8,3%

11:33

Fonte: Shutterstock
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A agroindústria brasileira encerrou o primeiro semestre de 2026 com retração de 0,3% na produção, segundo o Índice de Produção Agroindustrial (PIMAgro), do Centro de Estudos do Agronegócio da FGV (FGV Agro).

O setor começou o ano em alta, mas perdeu ritmo ao longo dos meses, influenciado pela desaceleração da economia brasileira e pelas turbulências no mercado externo.

O desempenho foi desigual entre os segmentos. As indústrias não alimentícias recuaram 2% entre janeiro e junho, enquanto as de alimentos e bebidas registraram alta de 1,1%.

Entre os setores com maior queda, a produção de insumos agropecuários diminuiu 8,3%, movimento que já vinha sendo observado desde 2025 e que, segundo o FGV Agro, foi agravado pelos potenciais efeitos da guerra no Oriente Médio sobre custos e disponibilidade de insumos.

Também registraram retração as indústrias de produtos têxteis, com queda de 5%, e de produtos florestais, de 2,4%. Na direção oposta, a produção de biocombustíveis avançou 18,1%, impulsionada pelo aumento da moagem de cana-de-açúcar, enquanto a indústria de fumo cresceu 1,6%.

Entre as indústrias de alimentos e bebidas, todos os segmentos apresentaram crescimento no semestre. A produção de bebidas alcoólicas e não alcoólicas aumentou 1,5%, enquanto a indústria de alimentos de origem animal avançou 1,3%, sustentada pelos segmentos de carnes e laticínios.

Os alimentos de origem vegetal tiveram alta de 0,4%, apoiados por conservas e sucos, óleos e gorduras, moagem de trigo e café. Em junho, porém, o PIMAgro caiu 0,9% na comparação anual, registrando a segunda queda consecutiva.

Para o segundo semestre, o FGV Agro avalia que o indicador poderá ser pressionado pelo preenchimento da cota chinesa para a carne bovina, que vinha contribuindo para o desempenho do segmento.

O centro de estudos também aponta possíveis impactos da interrupção dos embarques de produtos de origem animal para a União Europeia, prevista para entrar em vigor em 3 de setembro.

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