Agroindústria recua 0,3% no primeiro semestre, aponta FGV Agro
Queda foi puxada pelos segmentos não alimentícios, já a produção de insumos caiu 8,3%
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A agroindústria brasileira encerrou o primeiro semestre de 2026 com retração de 0,3% na produção, segundo o Índice de Produção Agroindustrial (PIMAgro), do Centro de Estudos do Agronegócio da FGV (FGV Agro).O setor começou o ano em alta, masperdeu ritmo ao longo dos meses, influenciado pela desaceleração da economia brasileira e pelas turbulências no mercado externo.O desempenho foi desigual entre os segmentos. As indústrias não alimentícias recuaram 2% entre janeiro e junho, enquanto as de alimentosebebidas registraram alta de 1,1%.Entre os setores com maior queda, a produção de insumos agropecuários diminuiu 8,3%, movimento que já vinha sendo observado desde 2025 e que, segundo o FGV Agro, foi agravado pelos potenciais efeitos da guerra noOriente Médio sobre custos e disponibilidade de insumos.Também registraram retração as indústrias de produtostêxteis, com queda de 5%, e de produtos florestais, de 2,4%. Na direção oposta, a produção de biocombustíveis avançou 18,1%, impulsionada pelo aumento da moagem de cana-de-açúcar, enquanto a indústria de fumo cresceu 1,6%.Entre as indústrias de alimentos e bebidas, todos os segmentos apresentaram crescimento no semestre. A produção de bebidas alcoólicase não alcoólicas aumentou 1,5%, enquanto a indústria de alimentos de origem animal avançou 1,3%, sustentada pelos segmentos de carnes e laticínios.Os alimentos de origem vegetal tiveram alta de 0,4%, apoiados por conservas e sucos, óleos e gorduras, moagemdetrigo e café. Em junho, porém, o PIMAgro caiu 0,9% na comparação anual, registrando a segunda queda consecutiva.Para o segundo semestre, o FGV Agro avalia que o indicador poderá ser pressionado pelo preenchimento da cota chinesa para a carne bovina, que vinha contribuindo para o desempenho do segmento.O centro de estudos também aponta possíveis impactos da interrupção dos embarques de produtos de origem animal para a União Europeia, prevista para entrar em vigor em 3 de setembro.